8 PILARES DA SAÚDE

Saúde - Medicina Funcional

Acredito que existem 8 fundamentos que estão na base da Saúde e que estão intimamente ligados com o conceito de Medicina Integrada Funcional, expressando a abordagem do autor, Miguel Figueiredo.
 Apesar de identificados isoladamente, a verdade é que eles estão intimamente ligados entre si e, ao abordar um, temos que abordar outros. Uma falha de um sistema ou função pode, ao mesmo tempo, ser causa ou consequência de um conjunto de reações em cadeia que levam ao desequilíbrio. Onde a medicina falha, na abordagem às doenças crónicas, é isolar e “tratar” os sistemas e órgãos, não se adereçando à sua interdependência com todas as outras funções e respostas do organismo.

Por vezes a identificação destes fundamentos é primordial no desenvolvimento de uma orientação terapêutica, em especial quando devem ser definidas prioridades. A titulo de exemplo, não se pode iniciar um processo de destoxificação se os processos que irão garantir a biotransformação e correta eliminação não forem eficientes.

1 – Promover e manter inputs saudáveis

Em primeiro lugar é preciso entender como a nossa interação como o ambiente sinaliza os nossos genes para se expressarem pela saúde ou doença. Este ambiente inclui a alimentação, ar, água, micro-organismos, exercício, traumas, fatores psicossociais, toxinas ambientais e radiações.
A otimização da qualidade dos inputs são o primeiro passo para uma otimização metabólica e saúde como consequência.

2 – Otimizar a digestão e eliminação

A nossa eficácia digestiva é dos principais fatores que influenciam a saúde, reparação e manutenção de todos os sistemas e funções. No trato gastrointestinal temos grande parte do sistema imunitário, e o intestino começa mesmo a ser conhecido como o “segundo cérebro”. É uma realidade científica que infelizmente a maioria dos profissionais de saúde ainda recusa aceitar. Envolve a ingestão, qualidade e eficácia da transformação e assimilação, distribuição e excreção.

Neste contexto iremos avaliar e otimizar todo o trato gastro intestinal. Desde a microbiota, qualidade digestiva e absorção de nutrientes, bem como os processos de eliminação.

3 - Controlar e desenvolver a mente e emoções

É importante entender como a mente de cada pessoa interage com o seu corpo e vice-versa. Esta interação afeta todos os sistemas e funções biológicas, como o sistema imunitário e metabolismo.
Devemos trabalhar para manter uma mente calma, controlada, consciente e atenta. Uma mente irrequieta, sobrecarregada de stress e ansiedade, tem um extenso impacto negativo sobre a saúde.

4 – Reduzir Inflamação/Suportar Sistema Imunitário

Existe uma relação direta entre a inflamação, respostas imunitárias e doença. A maioria de nós tem processos inflamatórios não diagnosticados que conduzem à maioria das doenças crónicas. Temos que identificar estas inflamações e controlá-las para que o corpo possa ser eficaz na sua recuperação e manutenção. A grande maioria dos processos inflamatórios têm origem em intolerâncias e sensibilidades alimentares (por ex. glúten e lactose), intoxicação endógena e exógena, deficiência de nutrientes, fungos e bactérias nocivas, entre outras.

5 – Fortalecer e manter a estrutura física músculo esquelética

Todos os sistemas do corpo são influenciados pelo movimento e estrutura. Necessitamos de fortalecer e encorajar o desenvolvimento dos nossos sistemas fisiológicos. Sem atividade física não existem muitos motivos para a fisiologia do corpo desenvolver as suas funções. Por outro lado, demasiada atividade ou desajustada ao indivíduo, leva ao desgaste da estrutura e funções, aumentando a oxidação e o desgaste celular prematuro.

6 – Otimizar o Metabolismo e Energia

É necessário otimizar o metabolismo para utilizar a energia da forma mais eficiente possível, de acordo a nossa individualidade bioquímica. Como produzimos, como perdemos e como recuperamos a energia é o reflexo da nossa saúde ao nível celular, em particular da mitocôndria. Todas as reações envolvidas são diretamente mediadas pela nossa interação com o ambiente, incluindo o movimento corporal (exercício).

Tendo em conta a singularidade de cada indivíduo, a otimização metabólica deverá ser um processo altamente individualizado e único.

7 – Equilibrar Hormonas e Neurotransmissores

As nossas hormonas e química cerebral influenciam, a cada segundo, todos os aspectos da nossa saúde, física e mental. Determinam os padrões de descanso, respostas imunológicas, gestão do stress, motivação, apetite, fertilidade, gestão energética e praticamente todo o metabolismo. É necessário interpretar como o sistema endócrino é alterado e como pode recuperar. Ao contrário do que se pensava, não temos que nos render ao declínio hormonal devido ao envelhecimento ou herança genética.

8 – Promover a Destoxificação

Temos que assumir que cada vez mais estamos num mundo tóxico, sujeito a químicos, xenobióticos, agrotóxicos, metais pesados e muitas substâncias conhecidas como disruptores endócrinos. Todos agridem a nossa regulação interna e afetam a forma como os nossos genes se expressam.

As falhas nos processos naturais de destoxificação podem desencadear respostas que estão na origem de muitas doenças crónicas e agudas.

É necessário entender como promover e suportar estes mecanismos de “limpeza” interna. Sem uma correta eliminação de toxinas (endógenas e exógenas), tornamo-nos vulneráveis a um grande conjunto de reações degenerativas.

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